sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eu odeio despedidas, odeio, odeio, odeio com todas as minhas forças.. Agonizante mesmo é quando se tenta chorar, pra tentar aliviar e botar pra fora o sentimento, pra ver se ele evapora.. mas depois de um respirar fundo e alguns segundos chega aquela frustração e simplesmente não sai nada! nem uma gota! E parece que a gente vai explodir, inflar, como se o sentimento não coubesse mais em mim; e nada acontece.. exceto algumas palavras, pra ver se por elas o dilema se esvai. Não funcionou.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sabe, não sou do tipo de pessoa que briga com as pessoas, que fala grosso e alto, que fala o que pensa tudo que vem na mente. Mas hoje eu fiz isso.
Não vou me prolongar contando o que houve, minha paz está em saber que Deus é o meu juiz, pros dois lados. Além disso, seria injusto contar minha percepção sobre as coisas, pois quem vê um lado, só vê um lado.
Quero tratar sobre a dificuldade de amar os inimigos, de perdoar quem te faz mal, e principalmente quem faz mal a quem você ama.
Existem dois tipos de pessoas, as que são fáceis de amar e as que não. O primeiro grupo, todo mundo já deve ter tido o prazer de conhecer, são aquelas pessoas sabidas que sabem fazer a gente feliz e o fazem de graça, aquelas que conseguem desencurvar a coluna apesar do egocentrismo habitual sempre querer pressionar e empurrar para baixo. A coisa mais triste é que esse tipo é raro, é como ver um passarinho desafinar.
O segundo tipo de pessoas são as que despertam o lado mais feio da gente, o lado fera que nos faz perder a paciência, que nos faz deixar de acreditar nas pessoas, que faz esquecer que você só não é igual a ela porque o amor pregado por Cristo ainda não o alcançou.
Aprendi hoje, a duras penas, que a verdadeira beleza, a de dentro, não está somente em amar na zona de conforto, isso é moleza. O desafio maior está em olhar pra alguém e perceber que você é falha como ela, que ela tem problemas como você, que ela tem dias ruins também. Está em perdoar, e orar pela pessoa por mais insano que isso possa parecer. Está em acreditar, e olhar pontos positivos, as qualidades dela apesar disso. Está em respeitar, em saber a hora de falar e calar. Está em ver como a vida é curtinha e que não devemos nos prender a coisas miúdas.
Hoje, eu digo pra mim mesma, e acho que pra você, pra não juntar os miúdos e fazer uma sopa. Acredite, você pode até suportar o gosto, mas uma hora vai fazer mal. Digo sim, pegar esses miúdos perto de um espelho, compará-los e só soltá-los na hora que você perceber que aprendeu. Depois disso, vá sentir a maresia e solta no marzão de Deus. A sensação vale muito, não perca a oportunidade de cantar essa canção.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ele fala sorrindo
Enfatiza, pega ar, franze a testa, usa o "esi"
Atento as palavras, gesticula com as mãos, descompassadas, em ritmo alternado
Liberdade no andar, como se as passos afirmassem o que diz
Anseia, tem sede de se fazer entender, entona a voz, usa expressões faciais
Parece ter vontade de gritar, de pelo ar passar o que sente, de compartilhar, o faz no silencio de um olhar
Mas ainda é pouco, não se conforma, vontade de se reinventar.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

De verdade?
Eu acredito no casamento, por mais que esteja banalizado, que eu saiba e veja casamentos falidos, que muita gente se separe.
Que existem políticos sérios, ainda que o jornal me faça dizer tudo ao contrário.
Que o vasco vai vencer o campeonato carioca.
Que a Bíblia é a palavra de Deus, por mais que quase todos os meus professores e amigos tentam me convencer do contrário.
Que Deus tem um propósito para a vida de cada ser.
Que um dia vai ter metrô em Vitória.
No poder do perdão(a sensação é indescritível).
Que Jesus vai voltar.
Em milagres, não apenas nos que acontecem cotidianamente.
Que eu vou conseguir emagrecer.
Que o sertão vai virar mar.
No poder da música.
Que o acaso não existe.
Nas pessoas, por mais que algumas pisem feio na bola.
No abraço sincero, que ele diz mais que palavras.
Na soberania de Deus.
Na liberdade de expressão, ainda que esse conceito esteja mudando.
Que tem muita mentira nos livros de história.
No poder do exemplo.
Que existem verdades absolutas.
No sexo só depois do casamento.
Que a publicidade vai dominar o mundo.
Que Deus é bom, o tempo todo, mesmo nos dias ruins.

sábado, 24 de julho de 2010

..algo mudou:
Já não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim "

:)e isso faz toda a diferença!

sexta-feira, 6 de março de 2009


“Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça. Não há ato mais infame do que roubar.” (O caçador de pipas – Khaled Hosseini)

Na cultura mulçumana ou na ocidental é universal a tentativa de classificar as peculiaridades humanas. E assim, não é tão difícil se perguntar: no final das contas, que diferença faz esses critérios? Afinal, os agentes pecadores não estão da mesma maneira desagradando a Deus e prejudicando o seu semelhante?
Seja em qualquer cultura ou em qualquer lugar, assistindo um jornal ou através de uma simples observação das atuais ruas de centros urbanos durante uma caminhada, infelizmente é verídico admitirmos que é pleonasmo, redundância e nariz de cera dizer que o mundo anda caótico e que a espécie humana tem cada vez mais cavado seu próprio abismo.
Incontáveis têm sido os crimes contra o próximo. E desnecessário seria listar as atrocidades que me afadigam o coração e deixam cair minhas pálpebras por decepção. Mesmo assim: quantas vezes teremos que ver menores abandonados nas ruas, morte, corrupção, desonestidade, prostituição, manipulação intelectual e outras diversas atrocidades ao gênero humano? Até quando? E principalmente: até quando a ignorância, individualismo, inércia e comodidade das pessoas serão entraves e viseiras para que simplesmente se conformem com a realidade e não façam nada pra alterá-la?
Percebendo o caos, me entristeço em saber que existem muitas pessoas marginalizadas de conhecimento, sem esperança, interesse e inclusive faltosas, devido a diversos aspectos, de perspectivas sobre a vida. Mais ainda me entristeço quando vejo que pouco tenho feito efetivamente para ser uma agente de propagação do amor que Jesus mandou-me praticar: o amar o próximo como a ti mesmo.
Visto a problemática fica uma pergunta: Quanto tempo será ainda será perdido inutilmente nos preocupando apenas com nós mesmos e fugindo da responsabilidade que nos cabe?


*


Depois de um longo e doloroso inverno estou aqui. Agora um pouco enferrujada fica dito que senti saudade de escrever no blog. Sem mais por enquanto. ^^

Obs: Foto de Sebastião Salgado.

by: Lívia Barcelos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008


Julgo que meu gosto por leitura teve uns dos inícios mais fúteis, mas creio fielmente ser uma futilidade inocente que os guris nem desconfiam que têm. Ao contrário de certas futilidades mesquinhas que gente grande prefere não reconhecer a existência.
Criança dominada pelas diversas cores em movimento da caixa luminosa no centro da estante grande de madeira, sentada sim, como um rei, só que em um sofá de couro já não tão branco, meu senso crítico de aprovação ou não da explosão de tonalidades era demonstrado através dos toques constantes de meus dedinhos fininhos que ousavam coordenar os botões duros em baixo da tela da TV, como um pai que só num olhar diz muito sem querer dizer.
Infelizmente não lembro se minha família me incentivava a ler ainda pequena, uma vez ou outra papai lia a Bíblia comigo e meus irmãos. Era visível a gana em transportar toda a paixão que ele tinha em suas leituras através das explicações dos textos que muitas vezes fingíamos que ouvíamos atentos a sua voz grave e segura falando. Mas o que mais admirava era o olhar carinhoso e o sentimento de querer pegar a gente no colo e nos guiar para os caminhos certos, creio que caminhos diferentes do que ele já andou pela vida.
Pelos filmes da sessão da tarde ou por indiretas influências, passei a achar bonito, bonito mesmo o ato de ler. Soava como algo intelectual, grande, robusto, inteligente observar pessoas lendo em bibliotecas lotadas de livros grossos e amarelinhos.
Lembro-me como se fosse ontem a primeira vez que peguei um livro na biblioteca da escola. Relativamente um nível acima dos que meus colegas de turma costumavam ler, esse livro me trouxe um engrandecimento tão grande! Daqueles de deixar com a barriga instantaneamente gelada e nesse momento com os olhos timidamente sorrindo após a troca de um olhar de aprovação que a tia de óculos e traços angelicais, atrás da mesa de empréstimos, ofereceu a mim.
Ainda nesse ambiente, lembro de diversas vezes me deparar com meus coleguinhas olhando assustados pra mim depois de eu, imaginando os tons de voz e as situações, soltar espontaneamente algumas risadas soltas e altas em meio às mesas da biblioteca e seu silencio, agora interrompido, enquanto lia turma da Mônica.
A partir daí, a aparência que queria impor se transformou em algo natural depois que passei a apreciar o prazer de imaginar, de ir a lugares e conhecer pessoas que jamais teria contato. Certo que alguns vilões das histórias já esbarrei por algumas estradas de tijolinhos, mas sei que só passei por eles por que entre bocejos e o cair de minhas pálpebras, inocentemente como algumas futilidades de pirralha, ouvi meu pai dizendo quais eram os caminhos amigos pra se caminhar.
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