sexta-feira, 30 de outubro de 2009





"Les temps sont durs pour les rêveurs"

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

em nome da razão..

... e o coração vai apertando, vai apertando, ficando pequenininho, bem pequeno..
a barriga esfria.
vontade de botar no colo..

segunda-feira, 29 de junho de 2009

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O Sobrevivente de Carlos Drummond de Andrade
"Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.
Impossível escrever um poema - uma linha que seja - de verdadeira poesia.
O último trovador morreu em 1914.
Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.
Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.
Se quer fumar um charuto aperte um botão.
Paletós abotoam-se por eletricidade.
Amor se faz pelo sem-fio.
Não precisa estômago para digestão.
Um sábio declarou a O Jornal que ainda falta muito para atingirmos um nível razoável de cultura. Mas até lá, felizmente, estarei morto.
Os homens não melhoram e matam-se como percevejos.
Os percevejos heróicos renascem.
Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.
E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio.
(Desconfio que escrevi um poema.)"

*

domingo, 24 de maio de 2009

" pra fazer da nossa voz uma só nota..."

Felicidade pra mim é sentar no balanço do sítio da tia Aurinha e fechar os olhos
É abraçar meu pai, minha mãe, meus irmãos, meus amigos e sentir sempre vontade de abraçar de novo
É passar uma tarde inteira falando besteiras e/ou conversar coisas cabeça com a Géssica. Também é ir pra faculdade de bus com ela, é ficar um tempão perto e não cansar da sua companhia durante esses dez anos de amizade.
É fazer um festival da batata frita em casa e chamar a galera toda
É sujar de brigadeiro, conversar sobre a vida e afundar a bochecha da Giovanna
É receber elogio da Juli sobre um bolo que eu fiz. É também ouvi seus sábios conselhos
É cantar Eu preciso dizer que te amo pra Mamãe
É ver meu irmão dirigindo bem
É ver a seleção brasileira fazendo gol
É ver que um conselho meu deu certo
É chamar o Léo de Picasso
É tentar fazer cosquinha no papai e também fazer com que ele se sinta orgulhoso por algo que eu fiz
É fazer alguém rir em algumas das minhas tentativas de ser engraçada
É molhar o pé na beira do mar
É mandar cartinha via garrafa de vidro em vez de um email
É reclamar primeiro por ouvir pela vigésima vez o cd do Vitor e Léo no carro do papai, mas depois cantar junto todas as musicas da dupla
É também cantar no chuveiro segurando o vidro de xampu
É ouvir Jeremy Camp, Tom Jobim, Chico Buarque, O teatro mágico, Norah Jones, Leonardo Gonçalves, LifeHouse, Los Hermanos, Jack Johnson...
É rir de mim mesma ao lembrar de alguns micos bem marcantes
É ver desenho animado na manha de sábado
É preparar uma festa surpresa de aniversário pros meus amigos
É me achar uma fofa e uma boba ao ler alguns poemas antigos que fiz
É tirar foto de gente rindo que nem criança que ganha sorvete
É acordar e lembrar de um sonho bom
É fazer careta pro espelho
É mandar beijo pra Camila com um arco-flecha imaginário, brincar de lutinha na praia e apostar corrida com ela
É ficar ofegante de tanto pular na cama elástica
É fazer caminhada
É tirar o dia pra me arrumar toda
É mergulhar na piscina do sítio de guarapari
É ir nos concertos no Carlos Gomes
É viajar pro interior do estado com meus tios
É conversar com o Thiago sobre coisas do coração
É fazer carinho em alguém que eu gosto
É brincar de mortal combat com a Sabrina
É receber um elogio da minha professora de Viola
É me encontrar por acaso com o Teixeira, Cristhoper, Alisson e Godines no ônibus
É fazer um bom desenho
É ir em uma apresentação da Pop Jazz
É assistir o papai torcendo pro botafogo
É ter papos legais com gente do MSN
É jogar vôlei na praia com o povo da igreja
É fazer principalmente a vontade de Deus
É perceber que estou no caminho certo em fazer a coisa certa
É tomar banho de banheira e ficar cheirosa
É receber uma boa ação de alguém do onibus ao segurar minha pasta de portifólio
É soltar pipa do final de semana com meu primo mais novo
É me encontrar e conversar com a Lorena e a Luana , com a Juju e a Nathi .. e lembrar dos tempos de escola
É lembrar e também sentir muita vergonha das declarações de amor que eu já fiz
É particpar de um Lual e um lugar frio, enrrolada em um cobertor
É brincar de cidade e de imagem e ação
É fazer um strike depois de ser zuada de péssima jogadora
É ser carregada no colo pelo Marcos, e morrer de medo de cair com ele na escada
É rever colegas do 3º ano.
É ver que um conselho deu certo
É ir ao cinema com a Géssica e o Henrique
É entregar flores imaginárias pras minhas amigas
É jogar futebol por diversão
É sentir minha freqüência cardíaca triplicar depois de ver uma paixão antiga
É cantar O que é, o que é do Gonzaguinha andando no calçadão da praia com a Thaís
É também fazer as pazes com ela depois de uma briga
É ir pra cama quando to sentindo muito sono
É rir das brincadeiras do Orci
É ver a Luiza me esperando no aeroporto de Vitória
É sentir sempre saudade da Lozinha, de Fortaleza e das pessoas de lá
É não desistir jamais
É não abrir mão de arriscar
É não ter medo de se passar por boba alegre
É alcançar um objetivo
É sempre lembrar que a vida é arte de escrever com caneta nanquim
Felicidade mesmo é viver assim, sem medo de ser feliz!


:D

terça-feira, 7 de abril de 2009

Meme

Bom, primeiramente gostaria de agradecer a Chica por ter me mandado meme. De qualquer maneira foi um estímulo pra ser menos ausente no meu blog. Agora, encaro o meme como um auxiliar do auto conhecimento... e é até divertido ^^
vamos lá.

O primeiro: tenho que citar 5 vícios.

*Um vício que tem sido mais frequente é tocar minha viola de arco. Adoro ouvir e aprender. :)Tem sido uma maneira de dar uma basta na parte do tempo em que permito-me ser consumida.
*Escrever alguns versos de músicas que me vem a mente, enquanto desenho, sobre meus desenhos.
* Ouvir música enquanto leio algumas fotocópias de história da arte.
* Comer uma laranja depois do almoço.
* Dar bom dia pros trocadores do bus quando vou e volto da facu de todos os dias.

O segundo: tenho que contar 5 coisas que são Roxie, supondo que roxie é uma parada boa demais!

1 - sobre música: Jazz
2 - sobre televisão ou cinema: O curioso caso de Benjamin Button
3 - os 3 países que quero conhecer: Inglaterra, França e Japão.
4 - cores favoritas: Verde, lilás e azul.
5 - 3 hobbies: tocar, cheirar e observar.


O terceiro é para falar 4 formas que uso de expressar a minha criatividade.
Bom...
* Desenhar livremente com caneta nanquim ou tinta guache.
* Fazendo teatro.
* Escrevendo...
* Testando temperos..
* brincando de aprendiz.


agora teria que indicar blogs... só que ~já tô com sono demais :P
até.

sexta-feira, 6 de março de 2009


“Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça. Não há ato mais infame do que roubar.” (O caçador de pipas – Khaled Hosseini)

Na cultura mulçumana ou na ocidental é universal a tentativa de classificar as peculiaridades humanas. E assim, não é tão difícil se perguntar: no final das contas, que diferença faz esses critérios? Afinal, os agentes pecadores não estão da mesma maneira desagradando a Deus e prejudicando o seu semelhante?
Seja em qualquer cultura ou em qualquer lugar, assistindo um jornal ou através de uma simples observação das atuais ruas de centros urbanos durante uma caminhada, infelizmente é verídico admitirmos que é pleonasmo, redundância e nariz de cera dizer que o mundo anda caótico e que a espécie humana tem cada vez mais cavado seu próprio abismo.
Incontáveis têm sido os crimes contra o próximo. E desnecessário seria listar as atrocidades que me afadigam o coração e deixam cair minhas pálpebras por decepção. Mesmo assim: quantas vezes teremos que ver menores abandonados nas ruas, morte, corrupção, desonestidade, prostituição, manipulação intelectual e outras diversas atrocidades ao gênero humano? Até quando? E principalmente: até quando a ignorância, individualismo, inércia e comodidade das pessoas serão entraves e viseiras para que simplesmente se conformem com a realidade e não façam nada pra alterá-la?
Percebendo o caos, me entristeço em saber que existem muitas pessoas marginalizadas de conhecimento, sem esperança, interesse e inclusive faltosas, devido a diversos aspectos, de perspectivas sobre a vida. Mais ainda me entristeço quando vejo que pouco tenho feito efetivamente para ser uma agente de propagação do amor que Jesus mandou-me praticar: o amar o próximo como a ti mesmo.
Visto a problemática fica uma pergunta: Quanto tempo será ainda será perdido inutilmente nos preocupando apenas com nós mesmos e fugindo da responsabilidade que nos cabe?


*


Depois de um longo e doloroso inverno estou aqui. Agora um pouco enferrujada fica dito que senti saudade de escrever no blog. Sem mais por enquanto. ^^

Obs: Foto de Sebastião Salgado.

by: Lívia Barcelos Gualberto.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008


Julgo que meu gosto por leitura teve uns dos inícios mais fúteis, mas creio fielmente ser uma futilidade inocente que os guris nem desconfiam que têm. Ao contrário de certas futilidades mesquinhas que gente grande prefere não reconhecer a existência.
Criança dominada pelas diversas cores em movimento da caixa luminosa no centro da estante grande de madeira, sentada sim, como um rei, só que em um sofá de couro já não tão branco, meu senso crítico de aprovação ou não da explosão de tonalidades era demonstrado através dos toques constantes de meus dedinhos fininhos que ousavam coordenar os botões duros em baixo da tela da TV, como um pai que só num olhar diz muito sem querer dizer.
Infelizmente não lembro se minha família me incentivava a ler ainda pequena, uma vez ou outra papai lia a Bíblia comigo e meus irmãos. Era visível a gana em transportar toda a paixão que ele tinha em suas leituras através das explicações dos textos que muitas vezes fingíamos que ouvíamos atentos a sua voz grave e segura falando. Mas o que mais admirava era o olhar carinhoso e o sentimento de querer pegar a gente no colo e nos guiar para os caminhos certos, creio que caminhos diferentes do que ele já andou pela vida.
Pelos filmes da sessão da tarde ou por indiretas influências, passei a achar bonito, bonito mesmo o ato de ler. Soava como algo intelectual, grande, robusto, inteligente observar pessoas lendo em bibliotecas lotadas de livros grossos e amarelinhos.
Lembro-me como se fosse ontem a primeira vez que peguei um livro na biblioteca da escola. Relativamente um nível acima dos que meus colegas de turma costumavam ler, esse livro me trouxe um engrandecimento tão grande! Daqueles de deixar com a barriga instantaneamente gelada e nesse momento com os olhos timidamente sorrindo após a troca de um olhar de aprovação que a tia de óculos e traços angelicais, atrás da mesa de empréstimos, ofereceu a mim.
Ainda nesse ambiente, lembro de diversas vezes me deparar com meus coleguinhas olhando assustados pra mim depois de eu, imaginando os tons de voz e as situações, soltar espontaneamente algumas risadas soltas e altas em meio às mesas da biblioteca e seu silencio, agora interrompido, enquanto lia turma da Mônica.
A partir daí, a aparência que queria impor se transformou em algo natural depois que passei a apreciar o prazer de imaginar, de ir a lugares e conhecer pessoas que jamais teria contato. Certo que alguns vilões das histórias já esbarrei por algumas estradas de tijolinhos, mas sei que só passei por eles por que entre bocejos e o cair de minhas pálpebras, inocentemente como algumas futilidades de pirralha, ouvi meu pai dizendo quais eram os caminhos amigos pra se caminhar.
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